terça-feira, 8 de setembro de 2015

TEXTOS DO PA BRINCAR



 

As certezas apresentadas  por nosso grupo são:


  •  A maioria das crianças busca formas de brincar
  •  A brincadeira é uma atividade prazerosa
  •  Através das brincadeiras, a criança consegue fazer representações do mundo adulto, assim como experimentar situações e papéis variados
  • As crianças aprendem brincando.



     E para corroborar com nossas afirmações, apresentamos primeiramente  um video de Tãnia Fortuna que trata da importância do brincar para criança, dos benefícios que o brincar traz a vida não apenas das crianças, mas as pessoas em geral, além de trazer informações sobre a psicologia do brincar e o desenvolvimento infantil através da experimentação, da troca de papéis, da socialização e da construção das regras de grupo e de moral e uma apresentação em ppt. que explica melhor este processo.


     Os jogos infantis, no dizer de Piaget (1994), constituem-se admiráveis instituições sociais” e através deles as crianças vão desenvolvendo a noção de autonomia e de reciprocidade, de ordem e de ritmo.

entrevista sobre o brincar


 

     Na tentativa de elucidar as dúvidas evantadas, apresentamosl alguns textos e artigos que trazem elementos de nossa PA como foco de pesquisa.

Iniciando com a pergunta :  Brincar é uma atividade nata na criança ou socialmente adquirida?

RESUMO:

ALÉM DE SER UMA NECESSIDADE PARA A CRIANÇA, BRINCAR É UM DIREITO ASSEGURADO POR LEI.

ATRAVÉS DO BRINCAR A CRIANÇA DESENVOLVE-SE E FORMA SEU CARÁTER. BRINCANDO ELA VAI VIVENCIANDO SITUAÇÕES POSITIVAS, DE SATISFAÇÃO, E NEGATIVAS, DE FRUSTRAÇÃO. DESSA FORMA VAI APRENDENDO A CONVIVER SOCIALMENTE. MAS TAMBÉM AUMENTA SEU CONHECIMENTO E VIVENCIA UMA APRENDIZAGEM.

APRENDE-SE BRINCANDO E BRINCA-SE PARA APRENDER. É UMA ATIVIDADE SOCIALMENTE ADQUIRIDA.

 

Para qual encontramos o seguinte texto:

"O brincar é um direito assegurado na Constituição Federal do Brasil. Ë uma necessidade para as crianças, pois é fundamental para o seu desenvolvimento psicomotor, afetivo e cognitivo, sendo uma ferramenta para a construção do seu caráter.

O fator afetivo inclui os relacionamentos intra e inter pessoais; ao brincar a criança vai experimentar diversas situações, positivas (quando vence uma brincadeira, alcança um objetivo, entra em acordo com os colegas, etc.) e negativas (perde alguma atividade, não consegue realizar o esperado, entra em conflitos com os colegas, etc.) e é através destas situações que a criança aprenderá a conviver com os outros.

Por fim, o aspecto cognitivo se refere ao desenvolvimento do intelecto durante as atividades lúdicas. As crianças aprendem brincando, aumentam seu conhecimento através dos parceiros e podem vivenciar a aprendizagem."

 

 

Nos vários textos consultados, encontramos uma proximidade muito grande entre: 

  • Em que sentido o brincar favorece a criança?

 

  •  Que tipos de sentimentos estão envolvidos no brincar?

  •  As escolas oferecem o espaço necessário ao brincar?


Até aqui, já reunimos elementos que comprovam a importância do brincar, mas agora aporesentaremos alguns textos que tratam desta atividade infantil e sua forte relação com o desenvolvimento psicológico na idade infantil e sua preparação para a vida adulta. 


O texto : Uma leitura de Vygotsky sobre o brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil , apresenta o  estudo do brincar a partir dos conceitos desenvolvidos por Lev S. Vygotsky, percorrendo suas principais contribuições sobre o tema, concluindo que  através dos brinquedos a criança aperfeiçoa uma infinidade de estímulos vitais para sua formação, entre as quais a coordenação motora, criatividade, raciocínio, identidade, autonomia, comunicação, sociabilização (conviver em sociedade), sensação de liberdade e poder, entre muitos outros benefícios, os  brinquedos preparam a criança para o mundo adulto e futuras atividades de trabalho. Por ter tal relevância principalmente com as questões de aprendizagem, o texto traz a necessidades de que o brincar não seja excluido das atividades escolares.

 

Dessa forma, é imprescindível a utilização de brincadeiras no meio pedagógico. Como coloca Ferreira, Misse e Bonadio (2004), o brincar deve ser um dos eixos da organização escolar: a sala de aula fica mais enriquecida de desenvolvimento motor, intelectual e criativo da criança.


 

Já há mais de 300 anos, Comênico considerado o pai da Didática, em sua obra Didática Magna, recomendava, entre outros elementos, que as aulas não fossem sobrecarregadas de informações e que deveriam ser alternadas com conversas e brincadeiras. Portanto, é essencial que seja dado tempo para o brincar, conversar, descontrair durante as aulas e não só fora da sala de aula. Muitas vezes ouvimos a fala de um professor dizendo que "sala de aula é lugar de aprender e não de brincar." Segundo Comênio, também é de brincar sim.

 O texto da professora Tânia, Sala de aula é lugar de brincar, traz :


"Se  examinarmos  detalhadamente  as  práticas  pedagógicas  predominantes  na 

atualidade constataremos a inexistência absoluta de brinquedos e momentos para brincar na escola. Os pátios, áridos,  resumem o último baluarte da atividade  lúdica na escola, ainda que desprovidos de brinquedos atraentes, ou mesmo sem brinquedo algum, sob o pretexto de  "proteger  os  alunos"  ou  alegando  que  "estragam". Nos  raros   momentos  em  que  são propostos,  são  separados  rigidamente  das  atividades  escolares,  como  o  "canto"  dos brinquedos ou o "dia do brinquedo" - e, assim mesmo, apenas nas escolas infantis, pois nas classes de ensino fundamental estas alternativas são abominadas, já que os alunos estão ali para  "aprender,  não  para  brincar".  O  brincar,  literalmente  acantonado,  deste  modo  não contamina as demais tarefas escolares, sendo mantido sob controle. Só se brinca na escola 

se  sobrar  tempo  ou  na  hora  do  recreio,  sendo  que  estes  momentos  correm, 

permanentemente, o risco de serem suprimidos, seja por má conduta, seja por não ter feito o tema ou ainda por não ter dado tempo. Às vezes, a supressão do recreio se estende à hora da merenda,  e  mesmo  que  esta  não  seja,  a  priori,    uma  atividade  lúdica,  representa  um momento  prazeroso  diferenciado  das  tarefas  tipicamente  escolares,  onde  um  rasgo  de espontaneidade é possível."  



Trazendo a discussão, o lugar ocupado pelo brincar nas atividades escolares. Sua restriçãoo na maioria dos casos ao horário do recreio e que esta estressante realidade infantil não se deve apenas as formas de organização do currículo ou os compromissos impostos por ele, mas principalmente pelo despreparo e preconceito dos educadores, que consideram o brincar como uma atividade de mera diversão e que devem ser deixadas para as horas livres, já que sala de aula é lugar de “APRENDER”.

 

Por outro lado, o tema exige conhecer a versão da criança-aluna, sobre estes espaços e tempos do brincar que lhe são impostos, principalmente quando a criança, como num passe de mágica, muda de sala, de realidade e de possibilidades, no momento que é "PROMOVIDA" da educação infantil para o ensino fundamental e passa a ter direito apenas de dividir e disputar seu espaço em um pátio na maioria das vezes muito pequeno, cheio de crianças e regras e vazio de alternativas para brincar.Para avaliar tal questão, trouxemos: "O Pátio escolar de ensino fundamental como ambiente de brincar segundo as crianças usuárias."  Uma pesquisa que busca justamente avaliar este espaço e tempo também sob a ótica infantil.

 

 


Buscamos então estudos que trazem um olhar diferenciado não apenas sobre a importância do brincar para as crianças, mas que mostram a utilização dos jogos e preocupam-se em destacar elementos que explicam o porque do brincar na sala de aula,fazendo as relações antes já abordadas sobre o brincar e sua relação direta com competências e habilidades que se busca desenvolver em sala de aula, assim como revela as possibilidades contrárias, ajudando a elucidar mais uma de nossas dúvidas iniciais:

Existem crianças que não brincam? E se existem, isso pode configurar uma doença?   



 JOGAR E BRINCAR

Representando papéis, a criança constrói o próprio conhecimento e, conseqüentemente, sua própria personalidade.

 

“Pois é pelo jogo e pelo brinquedo que crescem a alma e a inteligência. É pela tranqüilidade do silêncio – pelos quais os pais às vezes se alegram erroneamente – que se anunciam freqüentemente no bebê as graves deficiências mentais. Uma criança que não sabe brincar, uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar”.

( Chateau,1908 ). 

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